São José dos Pinhais

Desabastecimento de Vacinas

O desabastecimento da maioria das vacinas ocorre devido as questões de liberação dos imunobiológicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que tem o dever de garantir a qualidade e segurança dos insumos. Com o intuito de otimizar e garantir o acesso da população as vacinas, o município adotou determinadas medidas durante o período de desabastecimento com o respaldo da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e que estão sendo mantidas para algumas vacinas. Abaixo será destacada a atual situação de fornecimento vacinal no município:

VACINAS EM DESABASTECIMENTO

– Pentavalente: o Ministério da Saúde informou na metade do ano de 2019 que essa vacina entraria em desabastecimento total. O município não recebeu a Pentavalente nos meses de julho, agosto e setembro. Em outubro e novembro a Divisão de Vigilância Epidemiológica recebeu um quantitativo insuficiente para a demanda municipal. Não recebemos nenhuma dose da vacina em dezembro de 2019. Em janeiro de 2020, o quantitativo recebido foi menor que o necessário. Dessa forma, as unidades estão fazendo fila de espera, ou seja, anotando os dados dos pacientes para quando receberem a vacina entrar em contato.

– DTP: de acordo o Ministério da Saúde, a carga dessa vacina estava aguardando a liberação da ANVISA e tinha a expectativa de normalização em outubro de 2019; situação que não ocorreu, pois o município não recebeu o imunbiológico. Em janeiro de 2020 o município recebeu quantitativo insuficiente dessa vacina. Portanto, também é uma vacina que as unidades estão administrando conforme fila de espera.

– Vacina contra raiva humana: com o quantitativo menor de vacinas disponibilizadas pelo Estado, a distribuição para todas as unidades de saúde do município ficou comprometida, pois o montante entregue seria insuficiente para suprir a demanda, por isso concentrou-se o estoque na Unidade de Pronto Atendimento do Afonso Pena e Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais. Assim as unidades de saúde fazem a avaliação do paciente e se for necessário encaminham para os locais de referência para realização da vacina.

VACINAS COM ABASTECIMENTO NORMALIZADO MAS COM CRONOGRAMA

Algumas vacinas que não estão mais em desabastecimento vem sendo realizadas através de cronograma para evitar o desperdício, são elas:

– Vacina BCG: não está em desabastecimento, mas continua sendo realizada no Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais nas segundas, quartas e sextas-feiras (conforme quadro de profissionais habilitados para aplicação). Recém nascidos que porventura não receberam a dose no hospital tem a possibilidade de estar realizando a vacina nas unidades de saúde que possuem um cronograma de agendamento para aplicações, com objetivo de evitar o desperdício da vacina que possui 10 ou 20 doses dentro de um frasco e cuja validade é de apenas 6 horas após abertura (paciente deve procurar sua unidade de referência para orientações sobre cronograma).

– Poliomielite Oral: neste momento a vacina não está em desabastecimento, mas manteve-se o cronograma adotado em 2019, pois a mesma possui dentro de uma bisnaga 25 doses, o que gera grande desperdício diário (paciente deve procurar sua unidade de referência para orientações sobre cronograma).

VACINAS COM ABASTECIMENTO NORMAL

Vacinas do calendário que estão disponíveis em qualquer unidade de saúde do município: Hepatite B, Poliomielite Inativada (VIP), Poliomielite atenuada (VOP), Rotavírus, Pneumocócica 10 Valente, Meningocócica C Conjugada, Febre Amarela, Sarampo/Caxumba/Rubéola (VTV/SCR), Hepatite A Pediátrica, Difteria/Tétano (dT – vacina antitetânica), Varicela, Tetra Viral (SCRV), HPV (Papilomavírus Humano), Tríplice Bacteriana Acelular (dTpa).

VACINAS ESPECIAIS

As vacinas especiais dependem da liberação do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (CRIE), situado em Curitiba. Nestes casos quando tiver uma indicação médica, o individuo deve comparecer a unidade de saúde de referência com a receita constando a solicitação da vacina e o CID da doença. Na unidade de saúde será preenchido um formulário de pedido de vacina especial que posteriormente será encaminhado para a Vigilância Epidemiológica do município. A epidemiologia avalia se o pedido foi realizado de forma correta (dados solicitados no formulário). Depois o pedido é encaminhado para o Estado que digita o pedido no sistema e aguarda avaliação do médico do CRIE. Após essa avaliação, a resposta de liberação ou negativa da vacina (feita pelo CRIE) é verificada pelo Estado e encaminhada ao município. Se for liberada a vacina e estiver disponível no Estado é encaminhada ao município. A distribuição é realizada uma vez por mês para as unidades (conforme cronograma de entrega de vacinas). Devido a todo esse processo de encaminhamento e também pelo CRIE atender Curitiba e toda região Metropolitana de Curitiba, somente a resposta da avaliação demora no mínimo 45 dias para ser recebida. Sendo que o município também tem um cronograma de recebimento de vacinas estipulado pelo Estado. Dessa forma, para a vacina chegar até a unidade a demora é de no mínimo 60 dias. Claro que em situações mais críticas solicitamos a avaliação do CRIE com urgência. Abaixo seguem as vacinas especiais disponibilizadas pelos CRIE’s:

– Tríplice acelular infantil – CRIE: segundo o Ministério da Saúde existia a previsão de embarque de 20.000 doses ao Brasil até final de agosto 2019, com possível liberação pela ANVISA até setembro e expectativa de normalização da distribuição em dezembro. Em janeiro de 2020, ainda não recebemos estas vacinas. Portanto, o município ainda está aguardando o recebimento do insumo pelo Estado para disponibilizar para as unidades de saúde.

– Pneumocócica 23: é uma vacina liberada se estiver dentro dos critérios de liberação estabelecidos pelo CRIE.

– Pneumocócica 13: é uma vacina liberada se estiver dentro dos critérios de liberação estabelecidos pelo CRIE.

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