São José dos Pinhais
18/09/2019 04:20
Paraná

Donos de empresa e técnico são indiciados por homicídio em explosão no Água Verde

Compartilhar artigo no facebook Compartilhar artigo no twitter Compartilhar artigo no WhatsApp ↑ Topo

Os donos da empresa Impeseg e o técnico de impermeabilização Caio Santos, de 30 anos, foram indiciados por homicídio qualificado e outros dois crimes no caso da explosão ocorrida no bairro Água Verde, em Curitiba. De acordo com o relatório apresentado pela Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) nesta quarta-feira (28), os três assumiram o risco que levou à morte do pequeno Matheus Lamb, de 12 anos. As informações são da Banda B.

Além do homicídio qualificado, Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa, José Roberto Porto Correa e Caio vão responder pelos crimes de explosão e lesão corporal grave. De acordo com o relatório, os três vão responder na modalidade dolo eventual.

Para o delegado Adriano Chohfi, os três indiciados poderiam ter evitado o resultado se tivessem tomado as devidas precauções. “O resultado morte e a lesão corporal estavam no âmbito de conhecimento dos três e eles assumiram o risco, como ficou demonstrado em várias provas”, disse.

Especificamente sobre Caio, Chohfi afirma que as provas demonstram que ele sabia da periculosidade do produto aplicado e por isso também foi indiciado. “Ficou demonstrado que ele não tomou devidas cautelas. A perícia mostra que a porta do casal estava fechada e que a versão do Caio de que teria passado as informações de segurança não procede. Como técnico responsável, ele colocou todos em risco”, afirmou.

O inquérito foi repassado para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que irá oferecer denúncia à Justiça. Caso o processo seja de fato na modalidade dolo eventual, os três indiciados podem ser levados a júri popular.

Confira por quais crimes cada um foi indiciado:

Caio Santos – explosão, homicídio qualificado (com meio explosivo que possa resultar perigo comum) e lesões corporais graves (contra duas pessoas);

Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa: explosão, homicídio qualificado (com meio explosivo que possa resultar perigo comum) e lesões corporais graves (contra três pessoas);

José Roberto Porto Correa – explosão, homicídio qualificado (com meio explosivo que possa resultar perigo comum) e lesões corporais graves (contra três pessoas).

Caso
A explosão aconteceu no dia 29 de junho. Matheus Lamb foi arremessado para fora do apartamento após a explosão e não resistiu à queda.

Raquel Lamb teve 55% do corpo queimado. O marido dela, Gabriel Araújo, de 28 anos, queimou 30% do corpo. Caio foi a terceira vítima que ficou internada na UTI do Hospital Evangélico.

Médicos Sem Fronteiras