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Israel expande ação e anuncia a morte de 20 guerrilheiros do Hezbollah

Ao menos 20 guerrilheiros do Hezbollah foram mortos pelas forças armadas de Israel nas últimas 48 horas, segundo anunciou o exército nesta terça-feira. A rede de televisão árabe Al Arabiya disse que o grupo terrorista confirmou a morte de somente quatro militantes.


As mortes foram anunciadas após o início da expansão da ofensiva terrestre divulgada nesta terça-feira por Israel.


Segundo a televisão árabe, a Resistência Islâmica, braço armado do Hezbollah, assegurou nesta terça-feira em comunicado que “vários soldados israelenses foram mortos ou feridos“ em confrontos no sul do Líbano. Os milicianos xiitas também repeliram tentativas das tropas israelenses de avançar no território libanês nas localidades de Adisa, Kfar Kala e Aita al Shaab.


Em Aita al Shaab “houve violentos confrontos de casa em casa“, acrescenta o comunicado, que afirma que um tanque e uma escavadeira israelenses foram destruídos.


Já a televisão Al Jazira informou da morte de três soldados israelenses em choques com milicianos do Hezbollah no sul do Líbano, na cidade de Aita al Shaab, o que não foi confirmado por militares israelenses.


Hezbollah e Israel estão em guerra desde o dia 12 de julho, quando a guerrilha capturou dois soldados israelenses e matou outros três.


Ataques


Com a expansão da ofensiva terrestre contra o Hezbollah, Israel enviou tropas para o interior do Líbano que permanecerão no país até o envio de tropas multinacionais, disse uma fonte militar, nesta terça-feira.


O exército israelense pretende chegar em duas semanas até o Rio Litani, ao sul do Líbano, a cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel, anunciou o Gabinete de Segurança de Israel.


Em um primeiro passo, tanques e tropas terrestres irão avançar cerca de seis quilômetros ao interior do Líbano, disse uma fonte militar em condição de anonimato.


O ministro da Justiça, Haim Ramon, disse que espera que expansão da ofensiva esteja completa dentro de dez dias para criar condições da entrada de tropas multinacionais no Líbano. Outro membro do Gabinete de Segurança, Binyamin Ben-Eliezer, disse que acredita que o plano estratégico estará completo em amais de duas semanas.


Na cidade de Nahariya, ao norte de Israel, moradores começaram a sair dos abrigos e já haviam pessoas andando nas ruas e fazendo compras.


O Hezbollah diminuiu drasticamente os ataques de foguetes contra Israel, depois de três semanas disparando cerca de 100 foguetes diariamente contra Israel, mas nesta terça-feira, guerrilheiros e soldados israelenses se confrontaram perto da fronteira.


A agência de notícias Associated Press informou que há diversas colunas de fumaça preta na cidade de Kfar Kila, a dois quilômetros de fronteira com Israel. Segundo a agência, Israel fez ao menos três ataques aéreos na região e os ataques por terra estão constantes.


Caças israelenses também foram enviados ao interior do Líbano, atingindo Hermel, a 120 quilômetros ao norte da fronteira de Israel no Vale do Bekaa. Os aviões de guerra fizeram ao menos cinco bombardeios a uma estrada que liga o oeste ao leste e ao litoral do Líbano. Alguns veículos foram atingidos, mas não há notícias de feridos ou mortes.


Na semana passada, 30 mil reservistas foram convocados em Israel, e boa parte já se apresentou para iniciar os treinamentos.


O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que irá investigar o massacre de Qana, que matou 60 civis, no domingo, mas o exército anunciou nesta terça-feira que não tem previsão para a conclusão do caso.


Ao menos 524 pessoas morreram no Líbano desde o início da guerra, de acordo com o Ministério de Saúde. Em Israel, 51 pessoas morreram, incluindo 18 civis.


 


 


 


           

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