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Israel aprova proposta de ampliação de ofensiva terrestre

O Gabinete de Segurança de Israel aprovou nesta quarta-feira uma proposta de ampliação da ofensiva terrestre no sul do Líbano, que implicaria no envio de tropas para regiões ainda não alcançadas pelos soldados do Exército judeu. O objetivo da decisão é intensificar os danos contra a infra-estrutura do Hezbollah e obter o maior número de vitórias antes que uma proposta de cessar-fogo para região seja aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.


Em entrevistas após a reunião do gabinete, o ministro do Comércio israelense Eli Yishai disse que a previsão é de que a ofensiva dure cerca de 30 dias. No entanto, um acordo de cessar-fogo apoiado pela comunidade internacional é esperado para os próximos dias. “A avaliação é de que irá durar 30 dias“, afirmou. Mas completou dizendo que “é errado fazer essa avaliação, pois acho que deve durar muito mais“.


A decisão foi tomada em votação com nove ministros a favor e três abstenções. O Gabinete de Segurança autorizou as tropas a irem até o Rio Litani, a 30 quilômetros da fronteira entre Israel e Líbano. Atualmente, 10 mil soldados israelenses lutam contra o Hezbollah em uma faixa de dez quilômetros da fronteira.


Com a manobra, entretanto, Israel assume o risco de enfrentar novas críticas internacionais, pois a decisão pode ser interpretada como uma sabotagem aos esforços diplomáticos, particularmente depois da oferta do Líbano de enviar suas próprias tropas para evitar o ressurgimento do Hezbollah na região.


Outro risco de uma ofensiva terrestre mais ampla é que ela poderá incrementar o número de baixas entre os soldados israelenses, que já é bastante alto. De acordo com uma TV árabe, 11 soldados israelenses morreram nesta quarta-feira, no que seria o dia mais sangrento para as tropas israelenses desde o início da ofensiva, no dia 12 de julho. Além disso, o Hezbollah também lançou mais de 160 foguetes até o meio da tarde desta quarta-feira.


Ainda assim, a decisão tomada pelo gabinete não implicará em uma ação imediata, já que seu objetivo foi permitir que o ministro da defesa israelense, Amir Peretz, e primeiro-ministro, Ehud Olmert, ordenem a ampliação da ofensiva e decida a sua duração.


 

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