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Israel adia invasão em massa para ´dar tempo´ às gestões diplomáticas

O governo israelense decidiu retardar a invasão militar em massa ao sul do Líbano para que os esforços diplomáticos possam obter um cessar-fogo, informaram nesta quinta-feira vários ministros israelenses.


“Podemos dar um pouco mais de tempo para ver se existe a possibilidade de um processo diplomático“, disse o ministro de Turismo, Yitzhak Herzog, à rádio do Exército israelense. Já o ministro dos Aposentados, Rafi Eitan, garantiu à rádio pública israelense que “existem considerações diplomáticas e a possibilidade de que uma força internacional chegue à região“.


No entanto, um dirigente político citado pela rádio pública israelense, que não mencionou seu nome, afirmou que o atraso na expansão da operação militar no sul do Líbano “é só uma questão de horas e não de dias“.


Segundo ele, nesta quinta-feira “ficará claro que não há possibilidade de acordo no Conselho de Segurança da ONU“, porque as divergências entre França e EUA são muito grandes.


O Gabinete de Segurança do governo israelense aprovou na quarta-feira a expansão das operações militares israelenses no sul do Líbano. O plano, proposto pelo ministro da Defesa, Amir Peretz, e pelo chefe de Estado-Maior, Dan Halutz, é chegar até o Rio Litani, a 30 quilômetros da fronteira, a fim de tomar o controle das áreas de onde o Hezbollah dispara foguetes contra Israel.


França e EUA não se entendem


Na realidade, divergências entre os Estados Unidos e a França sobre a necessidade de Israel retirar suas tropas do sul do Líbano estão pondo em risco a adoção do projeto de resolução no Conselho de Segurança (CS) da ONU para pedir o término do conflito.


Os pontos de vista francês e americano divergiam, após uma reunião de duas horas entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – EUA, Reino Unido, França, Rússia e China -, especialmente depois de o governo de Israel aprovar a expansão da ofensiva.


Fontes diplomáticas assinalaram que, por isso, é possível que haja uma demora considerável na adoção da resolução, que pode nem chegar a ser submetida a um processo de votação.


O embaixador dos EUA, John Bolton, também não se mostrou muito otimista na saída da reunião dos cinco membros permanentes do Conselho, mas expressou sua disposição em impulsionar as discussões e em concluir o mais rápido possível o texto da resolução.


A França apóia as emendas impostas pelo Líbano e que contam também com o respaldo dos países árabes e de outros membros do Conselho de Segurança, como Rússia e China, que têm poder de veto.

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