Esporte

Vadão e Dago dão nova cara ao Rubro-Negro na vitória sobre o Fla

Bastou uma semana de trabalho para Oswaldo Alvarez dar uma nova cara ao Atlético. Mais ligado e disposto do que sob o comando de Givanildo Oliveira, o Furacão lutou muito e venceu o Flamengo por 1 a 0, ontem, na Arena, ganhando um fôlego no Campeonato Brasileiro. Se perdesse para o campeão da Copa do Brasil, o Rubro-Negro terminaria a rodada na zona de rebaixamento. Como triunfou, saltou para o 11.º lugar e manteve os cariocas entre os quatro últimos colocados.


Vadão contou com a colaboração decisiva de Dagoberto para dar início a essa transformação. Mesmo sem reeditar as grandes atuações de outros tempos, resultado dos 77 dias sem jogar, o atacante foi decisivo. Em seu melhor momento, aos 22 minutos do segundo tempo, deixou o colombiano Ferreira na cara de Diego para marcar o único gol da tarde.


A torcida também fez a sua parte. Mesmo mantendo a promessa de não gritar o nome de nenhum jogador antes ou durante a partida, os atleticanos não deixaram de apoiar a equipe um minuto sequer. No fim do confronto, só o técnico Vadão mereceu o reconhecimento do público. Pouco antes, Dagoberto havia sido aplaudido quando deixou o gramado, substituído por Fabrício.


Em outros aspectos, o Atlético foi igual às partidas anteriores, como na atuação do goleiro Cléber. O camisa 1 segurou o ataque flamenguista pelo menos quatro vezes quando o jogo ainda estava 0 a 0, deixando bem claro que não pretende dar brecha para o colombiano Navarro Montoya, liberado para atuar a partir da próxima rodada, lhe tomar a condição de titular.


No primeiro tempo, Cléber segurou um chute de Obina e uma cabeçada de Renato Silva. No segundo, apareceu em novo arremate de Obina e em uma bomba de fora da área de Paulinho.


“Tive a felicidade de ajudar muito o time a sair com a vitória. Não poderiamos deixar passar a oportunidade da reabilitação. Foram três pontos muito importantes“, comemorou Cléber.


Pênalti não marcado


Quem também repetiu as últimas atuações foi o atacante Dênis Marques, mais uma vez especialista em perder gols de frente para o goleiro. Compensou a falta de pontaria com muita disposição e a participação decisiva na expulsão de Fernando, que o atingiu sem bola quando ia tomar um drible da vaca do atleticano.


Aos 46 do segundo tempo, Dênis ainda sofreu um pênalti claro do zagueiro Renato Silva. Mas o árbitro Cleber Welington Abade não marcou e tirou a chance do Atlético ampliar o marcador. O Furacão volta a jogar no próximo sábado, contra o lanterna Corinthians, em São Paulo.


Ana Luzia Mikos e Robson De Lazzari


 
 


 


 

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