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Israel não altera plano de operações no Líbano

O Gabinete para Assuntos de Segurança de Israel, que se reuniu nesta quinta-feira sob a presidência do primeiro-ministro, Ehud Olmert, para analisar a possibilidade de ampliar a ofensiva contra o Hezbollah no Líbano, decidiu não alterar o plano atual de operações, informou a rádio pública israelense.


Esperava-se que o gabinete ordenasse às Forças Armadas ampliar os ataques em território libanês, mas se decidiu manter a tática de ataques pontuais.


Também se decidiu que pode haver um novo recrutamento de reservistas, mas não para ampliar as forças, e sim para substituir alguns combatentes.


Horas antes, a deputada israelense Zahava Gal-On, da frente pacifista Meretz, havia pedido que o governo do Estado não realizasse uma “invasão maciça” do Líbano dentro da ofensiva contra a milícia xiita, pois “isso causaria um alto número de vítimas“.


Gal-On lembrou que, em 1982, Israel invadiu o Líbano para erradicar “em 48 horas“ a guerrilha palestina e deixá-la a “40 quilômetros“ da fronteira. O exército acabou permanecendo três anos no país vizinho (sem contar a ocupação de 18 anos de uma faixa do sul) e perdeu 650 soldados em uma guerra sem consenso.

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