Brasil

Índios liberam funcionários da Funasa em MS

Os índios terenas libertaram, nesta quarta-feira, os cinco reféns que mantinham na Aldeia Buriti, situada no município de Sidrolândia, a 120 quilômetros de Campo Grande. Eles foram libertados após a Fundação Nacional de Saúde (Funasa)concordar com a substituição do chefe do Posto de Sidrolândia.


Desde a última segunda-feira, estavam sendo mantidos reféns os técnicos da instituição, Nelson Carmelo Olazar e Roberto de Souza e Silva, além do motorista Jairo Firmo. Os três seriam liberados na terça-feira, mas os índios acabaram por soltar somente Firmino.


Outro refém foi o coordenador estadual da Funasa Pedro Paulo de Siqueira Coutinho, que chegou na terça-feira no local para tentar liberar Olazar e Silva.


Coutinho se reuniu com 40 índios pintados para guerra, e depois de várias discussões, os indígenas obrigaram o coordenador a pernoitar na aldeia, juntamente com os outros dois servidores.


Na manhã desta quarta-feira, também foram considerados reféns o administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Wanderlei Dias Cardoso e o presidente distrital do Conselho Indígena, Ilário da Silva.


Nenhum deles afirmou estar na condição de refém e disserem que a permanência na aldeia era de livre e espontânea vontade. Porém, não é o que alega o chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena, Wanderley Guenka. “Eles invadiram o pólo da Funasa e, no momento que a Polícia Militar chegou ao local, aproveitaram para seqüestrar os funcionários usando o próprio carro da fundação“, disse.
 

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