São José dos Pinhais
26/05/2018 07:47
Esporte

Cerca de 60% dos brasileiros acreditam que o Brasil será hexacampeão

Compartilhar artigo no facebook Compartilhar artigo no twitter Compartilhar artigo no WhatsApp ↑ Topo

Alunas na FAE Centro Universitário ouviram cerca de mil pessoas com a intenção de traçar o perfil comportamental do brasileiro durante o torneio de futebol mundial

Estamos a menos de 30 dias do início da 21ª edição da Copa do Mundo de Futebol. O Brasil, que já ganhou cinco vezes o torneio, é o único país que esteve presente em todas as edições. De 14 de junho a 15 de julho, todas as atenções estarão voltadas para a Rússia, que será a sede da Copa de 2018. Você sabe qual a percepção do brasileiro em relação aos jogos deste ano? Será que o otimismo sobre a conquista da taça permanece mesmo após o inesquecível 7 X 1? As pessoas vão mesmo parar para ver o Brasil jogar? Essas e outras impressões foram questionadas por três alunas de Administração da FAE Centro Universitário, Ana Paula Ivazko, Bianca Duwe e Fernanda Altenburger, que aplicaram uma pesquisa de mercado para entender como será o comportamento do brasileiro nesta edição da Copa do Mundo. As informações são de três alunas da FAE que aplicaram uma pesquisa sobre a Copa do Mundo.

Ao todo, as alunas ouviram 842 pessoas, no período de 6 a 27 de março. Entre os vários pontos da pesquisa, as autoras destacam o interesse das mulheres pelo torneio, que se aproxima muito daquele manifestado pelo público masculino. Para medir a intenção em assistir aos jogos da Copa, comparando homens com mulheres, as autoras utilizaram uma escala de 1 a 7. Nessa amostragem, o 1 significa nenhum interesse e o 7, muito interesse. As mulheres marcaram 5,18, contra 6,19 dos homens. Considerando a porcentagem de erro de cerca de 3%, pode-se afirmar que os públicos, se comparados por sexo, estão empatados no quesito interesse pelos jogos de futebol da Copa do Mundo. Ainda, de acordo com a pesquisa, as mulheres pretendem parar as atividades durante os jogos da seleção brasileira e, assim como eles, não se importarão em ter o dia de trabalho descontado ou perder um dia das férias.

“A pesquisa comprovou aquilo que já imaginávamos, que as mulheres estão tão interessadas quanto os homens e não abrem mão de acompanhar o torneio de futebol mais importante do mundo. Para isso, estão, assim como o público masculino, dispostas a mudar a rotina, abrir mão de um dia das férias e fazer outros sacrifícios para não perder nenhum detalhe desta Copa”, pontuam as responsáveis pela pesquisa.

Brasil Campeão

Mesmo com a marca deixada pela derrota para a Alemanha, sofrida na última edição dos jogos, os respondentes da pesquisa seguem confiantes de que a seleção de Tite trará a taça para o Brasil, que segue como a grande favorita. A pesquisa aponta que 60% dos brasileiros acreditam que os resultados serão os mais favoráveis para o Brasil, mas temem também as seleções da Alemanha, da França, da Espanha e da eterna rival Argentina.

Confiabilidade na mídia

Ao serem questionados sobre informação e confiabilidade na mídia, os respondentes da pesquisa disseram preferir as notícias e os programas que são veiculados na televisão fechada, cerca de 25% dos entrevistados. Segundo eles, em virtude do número de especialistas que esse meio reúne. Em seguida vêm a televisão aberta e o rádio, empatados com aproximadamente 15% da preferência. O terceiro veículo nessa escala é a internet, que atinge 10% das preferências. O jornal impresso e as mídias sociais foram citados como preferidos por 5% dos respondentes.

Reflexo da crise

Mais de 40% dos respondentes da pesquisa afirmaram que não mudarão o perfil de gastos em virtude da Copa do Mundo de futebol. A prova de que os brasileiros estão cuidando com os gastos é a escolha dos lugares para assistir aos jogos: aproximadamente 60% acompanharão a Copa em casa de amigos ou com a família. Bares e lugares públicos não foram opções tão cotadas na sondagem.

A pesquisa foi aplicada por amostragem e ouviu a opinião de 842 pessoas, com um nível de confiança de 95% e um erro de 3,39% tanto para mais quanto para menos. Segundo o professor de Pesquisa de Mercado da FAE, Adriano Toledo Pereira, responsável pela atividade, o levantamento foi elaborado de acordo com as características de uma pesquisa quantitativa e com uma amostra significativa.

Médicos Sem Fronteiras