São José dos Pinhais
18/08/2018 07:51
São José dos Pinhais

Bacharel em economia desmente Toninho e Thiago Buhrer, e milhões não confere com a realidade

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POR QUE A SAÚDE PÚBLICA DE SÃO JOSÉ, CHEGOU A ESTA SITUAÇÃO?

A Saúde Pública de São José dos Pinhais declinou para o caos, porque Giovani não foi contratado para melhorar a Saúde do município, mas para dirigir uma trama, arquitetada por Toninho e Thiago Buhrer, para cortar gastos. Nesta trama, Toninho é um prefeito preocupado com as finanças do município, preocupado com o bem estar da população e preocupado em conhecer e resolver os problemas da Saúde, e São José dos Pinhais, um município que vive a pior crise financeira da sua história, provocada pela queda na arrecadação. Nesta encenação, Toninho quer resolver os problemas da Saúde, mas não pode porque o município vive uma grave crise, numa dramatização que leve a população, mesmo sofrendo e morrendo por falta de Saúde, a ter compaixão dele. A seguir as principais cenas desta trama diabólica, as informações é do Antonio P. dos Santos, jornalista e bacharel em economia:

A trama começou a ser exibida em 2/1, um dia após a posse. Toninho reuniu-se com a equipe de finanças e orçamento, para discutir a situação financeira do município, que ele conhecia muito bem. Na oportunidade, recebeu das mãos do novo Secretário de Finanças um relatório, cujo teor não foi revelado. Observou, apenas, que cada secretário teria de agir com muita responsabilidade, pois se errasse o cidadão ia pagar caro.

Dado esse recado aos secretários, Toninho iniciou uma cruzada pelo município  para conversar com os  servidores e os usuários da Saúde, com o objetivo de  saber deles o que precisava ser melhorado no atendimento e na estrutura das unidades. A primeira unidade visitada foi a unidade do Agaraú, cuja visita foi divulgada, em manchete de capa dos jornais que o promovem, pagos pela Prefeitura.

“Viemos sem marcar a visita, de surpresa mesmo”, disse Toninho e ouviu da usuária Rosiane Aparecida Rocha o seguinte comentário: “Isso mostra que o prefeito está preocupado com a saúde e a população”. Não sabia ela, que a preocupação e as melhorias veriam com cortes, tanto que a Secretaria de Saúde tinha todas as informações sobre as necessidades das unidades de saúde.

Em meio a essa cruzada, gastando muito dinheiro com reportagens promocionais, vedadas pelo Art. 37 da Constituição, e com deslocamentos de uma comitiva de jornalistas, fotógrafos e assessores, em 19/1, Toninho promoveu mais uma reunião para debater, com todos os secretários, a situação financeira do município. O que não tinha sido revelado na reunião de 2/1, Toninho deixou muito claro, nesta.

“O cenário financeiro encontrado na Prefeitura de São José dos Pinhais é desolador, por conta da crise econômica que o país atravessa”, disse. Entregou para cada secretário uma planilha financeira da Prefeitura, com todas as informações e gastos, pediu austeridade e continuou gastando muito dinheiro com essas visitas e com a distribuição de cargos e gratificações milionárias.

Sem explicar que se existia uma crise,esta crise foi deixada por ele, pois era vice prefeito e conhecia em detalhes as finanças do município e os problemas da Saúde, passou a falar, por onde passava,  desta crise, segundo ele, a maior da sua história, a qual, estranhamente, nem ele e nem Thiago mencionaram na campanha eleitoral. E para mostrar que era grave, em 30/1, determinou o congelamento dos gastos em 90%.

Em 2/2 Toninho participou da primeira sessão da Câmara, e lá pediu o apoio dos vereadores para superar a crise. Destacou os desafios que tinha pela frente e disse: “Este é um  ano atípico, pois nos últimos 25 anos a arrecadação do município só vinha aumentando e em 2017, devido a crise nacional, ela caiu de maneira sistemática”, sem explicar que o ano estava iniciando, não dando para saber, sequer, se a arrecadação estava caindo.

Criou um informativo, Família Prefeitura, e narrou a mesma história que havia contado na Câmara. O ano de 2017 era historicamente atípico e que para ter o equilíbrio entre receitas e despesas, estava promovendo o ajuste dos gastos, reorganizando as contas e cortando despesas. Colocou em números e gráficos e passou a distribuí-lo nas unidades de Saúde e de Assistência Social, cujos serviços são os mais demandados pela população.

Toninho passava pelas unidades de saúde, querendo saber dos servidores e da população o que precisava fazer para melhorar os serviços e dias após era distribuído o informativo, aos milhares, falando de queda na arrecadação, de queda no orçamento,  de crescimento da população e crescimento do atendimento na saúde. Para confundir,  mostrou somente a queda na arrecadação da indústria automobilística.

Assim, Toninho passava para a população que queria resolver os problemas da Saúde, mas não podia, porque o município vivia uma crise, preparando-a para os cortes de gastos que iria fazer, começado pelo fechamento da UPA Rui Barbosa, um corte de mais de 3 milhões de reais por mês (custo de 1,7 bilhão de reais por mês para manter 562 UPAs = R$ 3.024.911,03), conforme matéria acima, publicada em 6/10/2017, no jornal Correio Paranaense.

Segundo Giovani, a UPA tinha sido fechada para reforma, mas em 6/2 foi anunciado que ela seria transformada numa UPA Infantil, porque a Secretaria de Saúde estava reestruturando os gastos, em razão da queda na receita de 250 milhões de reais em 2016, para 220 milhões em 2017 (R$ 30 milhões de reais a menos), mas que a Saúde era uma das prioridades da gestão de Toninho e um desafio para manter serviços de qualidade.

Em 3/4 uma noticia publicada em manchete de capa, no jornal Correio Paranaense, chamou a atenção. Segundo esta notícia, São José estava ganhando nova unidade de pronto atendimento infantil. Para surpresa, não seria na UPA Rui Barbosa mas na UPA do Afonso Pena. Toninho havia mentido e Giovani também sobre a reforma, mas em 18/5 foi noticiado que as obras da Upa Rui Barbosa estavam bastante adiantadas, mas nunca foram concluídas.

Entretanto, tratava-se de mais uma jogada para ganhar tempo, até que encontrasse uma saída para se livrar definitivamente da UPA. E a saída encontrada foi anunciada pelo Secretário Giovani, também em manchete de capa do jornal Correio Paranaense, em 19/9, quatro meses depois. Segundo a nota, o Conselho Municipal de Saúde tinha aprovado a concessão de uso da UPA ao Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná.

Em seu lugar seria instalado o Centro de Especialidades do Paraná (CEP), para funcionar a partir de 1º/1/2108. Era o último capítulo de uma novela que começo em 6/2, com um final trágico. A UPA Rui Barbosa, que havia operado até milagres, conforme   Informativo nº 41 da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do mês de outubro, estava morta, vítima de manipuladores inescrupulosos, que usam até o nome de Deus para enganar o povo.

Como o prédio da UPA não foi reaberto em 1º de janeiro para funcionamento do Centro de Especialidades do Paraná (CEP), permanecendo janeiro, fevereiro e março fechado, um vereador, resolveu perguntar qual previsão para a abertura do CEP e se havia médicos contratados, mas a maioria dos vereadores não autorizou que o vereador fosse informado.

Entretanto, o pedido ligou o “desconfiômetro” do Secretário, que não pode mais retardar a reabertura do prédio da UPA. Em 3/4, 14 meses depois de ter sido fechado, reabriu para a população, com o nome de Centro de Especialidades do Paraná. Nos 14 meses que permaneceu fechado gerou um corte de gastos na Saúde no valor de 42 milhões de reais, superando em 12 milhões a queda na arrecadação de 2016 para 2017, sem falar de outros cortes, tais como…
…fechamento do Hospital Atílio Talamini, lembrado em 31/3 pelos amigos do Hospital, numa confraternização realizada na Sede Campestre da Associação dos Funcionários Públicos Municipais; fechamento do Posto de Saúde Braga, entre outras unidades, além de cortes de medicamentos, exames e dietas parenterais, cujo valor dos cortes não há dados para calcular. Mas deve somar mais alguns milhões de reais.

ESTARRECEDOR – O que choca é que a arrecadação não caiu. Pelo contrário, aumentou. Quando Toninho e Thiago Buhrer assumiram estava previsto uma arrecadação no valor de 909,5 milhões de reais (R$ 909.587.124,00) e foram arrecadados, segundo Balanço Orçamentário, Anexo I – Receita, 955,2 milhões de reais (R$ 955.244.064,17, 46,8 milhões de reais a mais (R$ 46.867.714,38).

O mesmo aconteceu com a despesa, cujo valor previsto no início da gestão, era de 909,5 milhões de reais (R$ 909.587.124,00). Deste valor somente 10%, 90,9 milhões de reais (R$ 90.958.712,24),  poderia ser gasto, pois 90% Toninho havia congelado. Entretanto, foram gastos, segundo Balanço Orçamentário, Anexo I – Despesa, 955,2 milhões de reais (R$ 955.244.064,17), 864,2 milhões de reais a mais (R$ 864,285.351,93).

CONCLUSÃO – A austeridade foi somente para as pessoas que dependem do SUS.

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