São José dos Pinhais
19/09/2017 04:50
Brasil

Palocci entrega Lula

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O ex-ministro jogou uma pá de cal sobre o ex-presidente. Disse que ele fez um “pacto de sangue” com Emilio Odebrecht para o recebimento de propinas: o sítio de Atibaia, um terreno para o Instituto Lula, palestras a R$ 200 mil e uma conta com R$ 300 milhões

Germano Oliveira, IstoÉ

O mito Lula foi, definitivamente, destruído. Primeiro petista a delatar o ex-presidente, o ex-ministro Antonio Palocci revelou que Lula fez um “pacto de sangue” com o empreiteiro Emilio Odebrecht para continuar a receber propinas da empreiteira mesmo depois de deixar o governo. Em depoimento de duas horas ao juiz Sergio Moro, Palocci foi demolidor ao revelar que no dia 30 de dezembro de 2010, no apagar das luzes de seu governo, Emílio pediu que Lula garantisse que Dilma Rousseff manteria as benesses para sua empresa no novo governo petista. “Emílio Odebrecht abordou Lula no final de 2010. Não foi para oferecer alguma coisa. Foi para fazer um pacto, que eu chamei de pacto de sangue, que envolvia um presente pessoal, que era o sítio de Atibaia. Envolvia o prédio do Instituto Lula pago pela empresa. Envolvia palestras pagas a R$ 200 mil, fora impostos.

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