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Dois anos de ocupação militar. Há paz na Rocinha?

Foto Tânia Rêgo/ABr

Foto Tânia Rêgo/ABr

Por Cléber Araújo, para o Fazendo Media

Há dois anos, a Favela da Rocinha passava pelo processo de ocupação militar para implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade.

No dia 13 de novembro de 2011, depois de ser alvo do sensacionalismo midiático – que prometia um espetáculo sangrento a seus espectadores – a Rocinha foi ocupada sem o registro de um único disparo.

O medo de conviver com uma guerra entre mocinhos e bandidos deu lugar ao sentimento de esperança. Afinal, diferente da especulação midiática a ocupação não encontrou resistência, no primeiro momento, pelo poder paralelo. Outro fator que fez os moradores acreditarem numa possível mudança era a promessa da ocupação ser apenas a primeira iniciativa do Estado, que levaria a Rocinha a vislumbrar uma nova fase social.

Os moradores acreditavam que, junto com a ocupação militar, viriam outras intervenções políticas que acarretariam melhorias a outros setores sociais, abandonados pelos governos, essências para o resgate da dignidade da comunidade: educação, saúde, saneamento básico, mobilidade urbana etc. Talvez, a maior utopia aspirada pelos moradores em toda história da Rocinha.

Após dois anos de ocupação militar poucas coisas mudaram na vida da comunidade. Ao caminhar pelas vias de acesso da Rocinha nos deparamos com problemas antigos enfrentados pelos moradores. A esperança de serem assistidos pelo Estado em outros setores sociais se diluiu na omissão do Governo, que faz uso da mídia para propagar que a instalação da UPP resolveu todos os problemas que afligem a comunidade.
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